segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Poema retrô

Hoje revirando algumas postagens antigas encontrei meu primeiro poema sobre o amor, "6 sentidos", criado em julho de 2012, resolvi posta-lo novamente como uma das inesquecíveis lembranças do ano que passou, espero que gostem.

Beijos meus!


6 sentidos

Eu não sei se o azul que vejo 
é da cor do azul que você vê;
Ou se o cheiro das flores pela manhã
lhe parece agradável ouriçando seu nariz;
Não faço ideia do que sente
ao pisar na pelúcia de um tapete macio,
ou se o gosto maciço de um pedaço de maçã
lhe amarga entre os dentes;
Não sei se para ti o amor é maior
ou menor que o meu.
E lhe daria um Quindim só para saber
quantas batidas seu coração dá
toda vez que ele me vê.
Tenho dúvida se o frio
que me bate na espinha
lhe arrepia da cabeça aos pés
e se a música que escuto no rádio
lhe atravessa os ouvidos
te fazendo transbordar.
Não há resposta para o que sinto
e o que sentes não pode ser medido,
Inclusive até sugiro
que na lista dos cinco sentidos
o amor também possa entrar, 
Porque nas formas de sentir,
ouvir, tocar e gostar ele por ser vivido,
mais que tudo ser sentido,
o amor não se pode explicar.  

[Carine Morais]

11 comentários:

  1. Precioso Poema de Amor.
    Es cierto; el Amor se podía considerar como un sexto sentido difícil de explicar.
    Precioso Post.
    Um abraço.

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    1. Olá Pedro,
      O amor é sentido que vem de dentro.

      Obrigada!!
      Abraço forte

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  2. De que jeito perdi tanto tempo sem conhecer teu blog?!
    Linda a tua escrita!
    E, obrigada pelo carinho no meu blog; será recíproco aqui, sem dúvida! ;)

    Beijos doces!
    Que Deus lhe abençoe com um ótimo 2013!

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    1. Oi Kamila,

      Quanta alegria em vê-la por aqui, para mim também foi uma maravilhosa surpresa descobrir seu blog, nos descobrimos a tempo. rs
      Obrigada!

      Um 2013 de muitas inspirações para você, para que nunca nos economize de sua escrita preciosa.
      Vida nova e abençoada!

      Beijos meus

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Que lindo!!! O amor tão ingenuamente escrito. Tipo, o primeiro amor...Mas são sempre assim, não?!

    Beijos, Carine!!

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    1. Oi Karinne,
      Sabe um grande desejo que tenho? É que todas as pessoas possam sentir o amor como o primeiro. Sem armadura, sem medos, sem travas e alarmes de segurança.

      Obrigada amora!!
      Beijos meus

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    2. Boa tarde Carine, li seu poema e tive exatamente essa interpretação. As pessoas nos relacionamentos passam horas tentando mensurar, entender, comparando. Após o término tentam entender um montão de coisas que simplesmente não tem respostas e levam essas experiências para os próximos encontros. Quando na verdade cada pessoa é uma projeção, cada uma apareceu em sua vida para te ensinar algo. E estou de acordo, amar como se fosse a primeira vez a para poucos.

      Beijos e um bom fim de semana.

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  5. Oi Daniel,
    Obrigada por vir aqui, e deixar suas interpretações sempre tão ricas.
    Por muitas vezes projetamos ou somos a projeção do outro, e daí surgem as dúvidas se o amor que oferecemos é maior ou menor do que aquele que recebemos.
    Que as dores e as dúvidas não nos atrapalhe para que possamos enxergar o outro como ele realmente é.

    Beijos e uma ótima semana!

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  6. Oi, Cá, bom dia!!
    Será o amor o sexto sentido? Ou será o amor, quando sentido, aquele que desperta nos sentidos uma força mil vezes maior? Porque, como tudo é tão e tantas vezes melhor de se fazer, quando nos pegamos amando!
    Eu amei cada verso de seu poema, cada dúvida de sentimento de amor lançada ao ar, cada necessidade de correspondência pelo ser amado, a necessidade de se ter ao menos uma ideia vaga. Amei os versos da expressão máxima e mais doce dessa dúvida: “Eu lhe daria um Quindim só para saber / quantas batidas seu coração dá / toda vez que ele me vê”. Reparei no “Q” maiúsculo... Um código?... Leitores atentos amam todos os códigos de seus autores preferidos. Mas talvez seja só um quindinzão mesmo, e não um apelido da menina...
    Talvez amor deva entrar na lista dos sentidos, mesmo que seja o único deles inexplicável... Ou, talvez, devamos simplesmente nos dar conta de que ele sempre esteve lá, e simplesmente se fez sentir em nós quando subitamente nos pegamos querendo que ele existisse por nós nos sentidos de outra pessoa.
    Encantado, Cá.
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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